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A natureza em sua casa

Manter um aquário em casa, de água doce ou salgada, é muito mais fácil do que se imagina. Cuidados básicos na montagem resultam em tranquilidade por muito tempo. E os peixes ornamentais também são uma ótima companhia. Estudos indicam que o hábito de observar peixes mantém as pessoas calmas e alivia o estresse. “Os peixes são independentes, brincalhões e alguns fazem gracinha para os donos, como comer nas mãos, se exibir”, explica Eduardo Held da Silva, gestor da área de aquários da Au Pet Store, em São Paulo. Outro ponto que facilita a manutenção de um aquário, segundo o médico veterinário especialista em peixes, Eduardo Reinert Barros, é que boa parte das espécies encontradas já nasceram em cativeiros e estão acostumadas a viver no aquário. “Se o aquário for bem montado, não há quase nenhum trabalho para os seus donos; na verdade é praticamente uma terapia antiestresse”, complementa Barros.


É importante analisar alguns critérios antes de adquirir um aquário: tempo disponível, tamanho e tipo do aquário, escolha das espécies e o quanto pretende investir na montagem. Cometer erros pode ser fatal tanto para os peixes como para o investimento. “Normalmente as pessoas escolhem mal os peixes do aquário ou são mal orientadas pelos lojistas e misturam peixes agressivos com peixes calmos; colocam peixes de águas tranquilas em aquários com muita circulação de água e vice-versa; alimentam peixes carnívoros com alimento para peixes herbívoros e vice-versa;

 

deixam peixes em aquários com temperatura de água e PH bem diferente do que seria o ideal. Isso não é nada incomum”, explica Eduardo Reinert Barros. Ele também esclarece que trocar toda a água do aquário deixa o peixe estressado e pode levá-lo a choques de temperatura, PH, além de intoxicação com o cloro da água nova, muitas vezes levando à morte. O excesso de alimentação é outro fator apontado pelo especialista. “A má qualidade da água causa a morte dos habitantes do aquário. O Kinguio, por exemplo, é o peixe que mais sofre. Ele tem um grande apetite e as pessoas dão muita comida. A água fica suja e com excesso de amônia. As pessoas, então, lavam todo o aquário e, com isso, a biologia da água desaparece, não havendo nunca uma boa filtragem e a água continua sempre suja. Para agravar, este é um dos peixes mais sensíveis a amônia. São peixes que ultrapassam os 20 anos de idade, mas quando estão em aquários morrem precocemente entre dois e cinco anos”.


O mais importante em um aquário é a “saúde da água”. Eduardo Held da Silva observa que, além da qualidade da água nos aspectos físicos e químicos, é essencial ficar sempre atento aos peixes, corais ou plantas que for colocar para que nenhum esteja doente, o que pode acarretar uma grande perda e prejuízo. Ele ainda adverte que o tempo de iluminação e a manutenção da luminária, limpeza dos filtros e das paredes, são outros fatores fundamentais para a boa qualidade de vida no aquário.
Para quem deseja se iniciar no aquarismo, a recomendação é optar por um aquário de água doce, com Kinguios, Bettas e Lebistes. São espécies bastante resistentes e não necessitam de muitos acessórios para a montagem do aquário. “Se o aquário for um pouco mais equipado, com filtro de água, bomba de circulação de água, termômetro, aquecedor e o aquarista tiver um pouco mais de experiência, terá uma infinidade de opções como discos, bandeiras, ciclídeos africanos, oscar, tetras, entre muitos outros. Se a pessoa for experiente, pode partir para os aquários marinhos, aquário de coral e aquários plantados”, esclarece Eduardo Reinert Barros. Para os aquários de água salgada, Eduardo Held da Silva indica o peixe clown (palhaço), o consagrado “Nemo” que, além de graciosos, são muito alegres e enfeitam qualquer aquário.

 

Água: doce x salgada

Sem dúvida alguma, os peixes de água salgada chamam mais a atenção por suas colorações vivas e alegres. Além disso, é possível incluir no habitat corais com formas e cores peculiares. “O aquário marinho parece mais difícil, mas uma vez estabilizado, com a iluminação e filtros corretos, ração e troca de água, ele próprio se autoajuda sustentando-se sozinho. Já o aquário de água doce precisa de cuidados sempre, devido às oscilações que sofre, independente dos cuidados prestados”, esclarece Eduardo Held da Silva. O aquário de água marinha também necessita de um equipamento chamado skimmer, que remove as substâncias proteicas presentes em excesso na água. “O aquário salgado também deve ter uma temperatura de água mais baixa do que o aquário de água doce e necessita de um melhor controle dos parâmetros químicos da água”, alerta Eduardo Reinert Barros. Para quem dispõe de pouquíssimo tempo para se dedicar, ele recomenda o peixe de água doce Betta. “É um peixe bonito, resistente e, por ser territorialista, vive bem sozinho e em ambientes pequenos. Mesmo se estivessem em um lago enorme permaneceriam apenas em um pequeno território. Gostam de água calma e conseguem aproveitar o oxigênio do ar, portanto, não neces-sitam de bombas de circulação de água e oxigenação”.
 

Manutenção

A manutenção correta do aquário, de água doce ou marinha, é essencial para a sobrevivência e bem-estar dos peixes. “O aquário NUNCA deve ser lavado e desmontado como algumas pessoas costumam fazer. Isso destrói toda a microbiologia responsável pela filtragem da água. Apenas deve ser feita uma troca parcial de água que, dependendo do aquário e dos peixes, pode ser diária ou mensal. A água deve ser aspirada do fundo do aquário, o que ajuda a remover o excesso de sujeira.” recomenda Eduardo Reinert Barros. Se o nível de sujeira estiver acima do normal, ele também aconselha a realizar uma limpeza dos vidros e equipamentos e trocar os componentes do filtro, que retém a sujeira visível da água.
Para os aquários marinhos, a conservação é um pouco mais complexa e inclui a instalação de um skimmer, a reposição de nutrientes para aquários de coral e a manutenção da água um pouco mais fria que os de água doce.
 

Alimentação e Saúde

Além da higiene correta do habitat, os peixes necessitam de uma alimentação balanceada para se manterem saudáveis. A grande maioria das espécies precisa ser alimentada uma ou duas vezes ao dia. “Os peixes de água doce se alimentam de ração em flocos ou granulada. Os de água salgada se alimentam de rações específicas para diferentes espécies, além de alimentos vivos e até de peixinhos menores”, orienta Eduardo Held da Silva. Se o peixe parar de se alimentar, ficar apático, nadar para superfície em busca de oxigênio ou para o fundo por fraqueza, é hora de procurar ajuda de um especialista, afirma Eduardo Reinert Barros. Outros fatores que sinalizam que o peixe está doente, segundo Eduardo Held da Silva, são escamas ouriçadas e sem brilho, pontos brancos no corpo (uma espécie de algodão grudado), nadadeiras desfiadas, respiração e, dependendo da doença, o peixe se coça raspando-se nas pedras.

 

Fontes

Eduardo Held da Silva - gestor da área de aquários da Au Pet Store
Tel.: (11) 3088-0838 | e-mail: aquarismo@aupetstore.com.br


Eduardo Reinert Barros – médico Veterinário especialista em peixes
do Consultório das Aves | e-mail: consultoriodasaves@uol.com.br
www.consultoriodasaves.com.br  

 

 



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